No universo da sexualidade
 
 

A Organização Mundial de Saúde considera a sexualidade como um aspecto fundamental na qualidade de vida de qualquer ser humano sendo, com certeza, um dos principais pólos da nossa identidade e personalidade. Mas você já sabia disso.

Há 20 séculos os chineses, os indianos e os árabes, escreveram livros que até hoje inspiram pessoas que desejam desfrutar de seus ensinamentos sobre o prazer sexual, como o Tao, o Kama-Sutra e O jardim perfumado. Já a civilização judaico-cristã enveredou para outro caminho. Até o século XX sexualidade era assunto “vergonhoso”. Freud, entretanto passou a nos apresentar o sexo como parte do desenvolvimento da personalidade e com o passar dos anos, essas idéias vêm se confirmando. Alguém disse que somos o que pensamos, o que comemos, o que ocultamos e o que deixamos à mostra. Achei interessante e você?

Segundo o Estudo Sexual dos Brasileiros, idealizado e coordenado pela professora Carmita Abdo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, as “falhas sexuais” permanentes, por meses consecutivos, sem estar em crise no relacionamento, acomete 48,1% dos homens e 50,9% das mulheres. Estas são chamadas de disfunções sexuais e devem ser investigadas. Quando o desempenho sexual fica comprometido afeta a nossa qualidade de vida e a do parceiro (a) podendo colocar em risco até mesmo o relacionamento.

Dentre as disfunções sexuais, as mais comuns são: falta ou pouco desejo (vontade); dor no ato sexual; dificuldade de excitação; ejaculação rápida; ausência de orgasmo e disfunção erétil. As disfunções sexuais tanto podem ser determinadas por fatores primariamente orgânicos, como por fatores primariamente psicológicos, mas não há enfermidade física sem comprometimento psíquico e vice-versa.

Recomenda-se uma avaliação pormenorizada e com profissionais especialistas devido à multiplicidade de fatores que possam estar envolvidos.

Disfunção sexual ainda é um tabu

Embora existam muitas informações e campanhas educativas sobre a saúde sexual masculina, as disfunções sexuais masculinas ainda são um tabu, o que impede o homem de procurar tratamento médico ou psicológico. Entre o início da disfunção e a efetiva consulta, o homem demora em média 3,5 a 4 anos.

As informações transmitidas sobre sexualidade em grande parte são distorcidas, incompletas ou até impregnadas de preconceitos e tabus. Os aspectos transmitidos e vivenciados em família, na escola ou no grupo social, podem gerar conflitos, sintomas e comportamentos de risco. Também a forte influência que a mídia exerce sobre a sexualidade humana, fomenta idéias fantasiosas e crenças sem fundamento científico. Todos os componentes juntos exercem uma influência negativa importante no indivíduo como aversões sexuais, perda do desejo sexual pelo companheiro (a), vergonha da parceria, culpa, medo, ansiedades, disfunções sexuais, sofrimento psíquico, problemas de relacionamento, entre outros.

O papel da psicoterapia

Os pacientes que realizam psicoterapia apresentam melhora significativa com relação às disfunções, passando a interagir melhor com seus parceiros e a desenvolver uma capacidade de diálogo e de expressão de seus sentimentos e necessidades. Ninguém pode se dar esta chance além de você mesmo. Reformule suas metas quantas vezes precisar.

A psicoterapia em grupo também é um método recomendado, especialmente a desenvolvida pelos profissionais do ProSex, coordenado pela Profª Drª Carmita Abdo. O mais importante é que o método tenha a ação psicoeducativa, proporcionando uma revisão dos conceitos e distorções.

A saúde está na educação

Você acha que ignorar a atividade sexual dos adolescentes causa mais problemas do que resolve? Concordo.

Penso que a educação sexual não desperta e muito menos incentiva o jovem para as práticas sexuais. Ensina o jovem a identificar as carícias inapropriadas que podem se transformar em abuso, colabora para a compreensão de todas as sensações que o jovem já tem, proporciona a reflexão sobre namoros e intimidade sexual, previne gravidez precoce e contaminação por doenças sexualmente transmissíveis. Esta aprendizagem dá o direito ao jovem de escolha. Mantê-los longe das informações corretas é jogá-los diretamente às práticas de risco e às disfunções sexuais.

Disponibilizar conhecimento a respeito da saúde sexual é um serviço de utilidade pública e uma ação importante para a prática e a sustentabilidade da responsabilidade sexual.

Sexo: menos mitos, mais verdades

Talvez eu nunca saiba o que estas informações causaram em você. Um site já está sendo criado para nos comunicar melhor. Continuar conversando, direcionada pelas suas dúvidas e sugestões é uma proposta interessante pra mim. Tomara que seja para você também. Da minha parte, está valendo.

 

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